• Mestre Arq.Urb Augusto Fonseca

Arch Hoje: Arch Especial- As 7 Maravilhas do Mundo Antigo


Fala Arch Maníacos!

Depois de tanta espera, demorou mas chegou!!!!!!! Pra fechar o ano com chave de ouro, uma matéria sobre as 7 Maravilhas do Mundo Antigo, esperamos que todos gostem, a matéria é extensa mas está muito interessante, leiam e confiram!!!!

Pirâmides de Gizé

Considerada a maravilha do mundo mais famosa entre as sete, a Pirâmide de Gizé foi construída há cerca de 4.500 anos, mais especificamente, entre os anos de 2589 a 2566 a.C. no Egito. É a maior entre as três pirâmides existentes no mesmo espaço e ocupa uma área de 2,2 hectares.

A escolha dela para ser uma das maravilhas do mundo foi, provavelmente, por ser a maior de todas entre as 80 pirâmides que existem no Egito. Por conta da origem egípcia dos seus construtores, a pirâmide revela um grande conhecimento de conceitos de geografia, astronomia, geologia, matemática e outras ciências.

As três pirâmides são nomeadas por Keóps, Quéfren e Miquerinos e foram construídas como tumbas reais para os reis Khufu (Keóps), Quéfren, e Menkaure (pai, filho e neto), que dão nome às pirâmides.

A grande diferença das Pirâmides de Gizé em relação às outras maravilhas do mundo é que elas ainda persistem, resistindo ao tempo e às intempéries da natureza. Encontram-se em relativo bom estado e, por este motivo, não necessitam de historiadores ou poetas para serem conhecidas, já que podem ser vistas.

Dentre as curiosidades em relação à Pirâmide de Gizé está a de que foram utilizados, aproximadamente, dois milhões de blocos de pedras para a construção das três pirâmides. E que, segundo o historiador grego Heródoto, 100 mil homens trabalharam durante 20 anos para fazer a construção da pirâmide.

Trata-se de uma construção majestosa de 147 metros de altura. Por esse motivo, foi considerada a maior construção feita pelo homem por mais de 4 mil anos. E só foi superada apenas no final do século XIX, no ano de 1889, com a construção da Torre Eiffel em Paris.

Outra curiosidade é de que as Pirâmides de Gizé já eram as mais antigas dentre todas as maravilhas do mundo antigo, porque, na época já fazia mais de dois mil anos que haviam sido construídas e são justamente as únicas que se mantém até hoje.


Jardins Suspensos da Babilônia

Os Jardins Suspensos da Babilônia foram, supostamente, construídos no ano de 605 a.C., no século VI a.C. na cidade da Babilônia à beira do rio Eufrates, na região da Mesopotâmia, que atualmente é o estado do Iraque.

O responsável pela construção dos jardins foi o rei Nabucodonosor II que teve essa ideia para presentear a sua esposa preferida e rainha Amitis. A esposa dizia que sentia saudades das florestas e campos que eram presentes na sua cidade natal, Média. E segundo documentos antigos, os jardins davam acesso para o palácio do rei.

Os jardins se constituíam de uma estrutura arquitetônica composta por seis terraços artificiais feitos de tijolos de barro cozido e construídos como andares, o que dava a ideia de serem suspensos. Estes andares apresentavam cerca de 120 m².

E a superfície de cada terraço continha uma enorme diversidade de espécies de fauna e flora.

Com várias árvores frutíferas e esculturas dos Deuses cultuados pela civilização antiga de acádios e cascatas que estavam situadas em uma planície de formato retangular.

Além disso, calcula-se que estes terraços estavam apoiados em diversas colunas cuja altura variava de 25 a 100 metros. Para se chegar aos terraços, por exemplo, era necessário subir por meio de uma escada de mármore, sendo que entre as folhagens haviam mesas e fontes.

Uma das vantagens dos jardins foi que com a sua localização próxima ao rio Eufrates, isso possibilitou que amplos sistemas de irrigação fluvial atingissem a superfície. Isso era possível graças aos poços gigantes em formas de arcos que chegavam a medir 23 metros de altura.

Como as pedras eram muito raras no território da Babilônia, grande parte da construção dos jardins suspensos eram sustentadas por tijolos. E estes eram revestidos de betume e chumbo para mantê-los secos da água irrigada.

Outra preocupação foi com a preservação da beleza dos jardins suspensos e para isso os escravos mantinham um sistema de roldanas e baldes para encher as cascatas e piscinas. Isso distribuía toda a irrigação para as superfícies do local.

A grande curiosidade em relação aos Jardins Suspensos da Babilônia é que das sete maravilhas do mundo antigo, esta é a menos conhecida, porque até hoje foram encontrados poucos relatos sobre a sua existência.

E também nenhum sítio arqueológico foi encontrado com qualquer vestígio do monumento. O que se sabe é que foram realizadas, na região, escavações durante o século XIX e estas indicaram possíveis indícios da existência dos jardins. Além de um poço de proporções fora dos padrões que leva a imaginar de que tenha sido usado para bombear água.


O templo de Ártemis

O templo de Ártemis em Éfeso, onde atualmente é a Turquia, foi construído para a deusa grega Ártemis que era a protetora dos bosques, da caça e dos animais selvagens. E como todo deus grego tinha uma correspondência romana, a deusa também era conhecida por Diana.

A data da construção do templo foi de 550 a.C. e teve como arquitetos o cretense Quersifrão e seu filho, Metagenes. O templo demorou 200 anos para ser construído por completo e ao final tinha 138 metros de comprimento e 71,5 metros de largura. Por conta disso, foi considerado o maior templo do mundo antigo.

O Templo de Ártemis era composto por 127 colunas de mármore em estilo jônico dispostas em filas duplas, sendo que todas foram decoradas com obras de arte, tendo cada uma, 20 metros de altura. Também possuía estruturas em alto relevo e capitéis com rosetas.

Uma dessas magníficas obras de arte incluía a própria deusa Ártemis que foi esculpida em ébano, ouro, prata e pedra preta, sendo cercada por esculturas em bronze de Praxíteles. A escultura da deusa era caracterizada por apresentar uma saia comprida coberta com relevos de animais cobrindo suas pernas e quadris, além das três fileiras de seios que possuía, simbolizando sua fertilidade. Na cabeça havia um ornamento em forma de pilar.

Depois de concluído, o templo virou atração turística com visitantes de diversos lugares entregando oferendas. No entanto, este foi incendiado em 21 de 356 a.C., por Heróstrato, um cidadão grego, que acreditava que destruindo o templo de Ártemis teria seu nome espalhado por todo o mundo.

Sabendo disso, os habitantes da cidade decidiram não revelar seu nome para que o seu desejo não fosse realizado. Somente em 323 a.C. que Alexandre Magno se ofereceu para restaurar o templo.

Mesmo com a reconstrução, em 262 d.C., o templo foi novamente destruído, desta vez por um ataque dos godos que saquearam o templo. Após isso, o templo teve o restante do seu mármore retirado para reconstruir a cidade. Com a conversão dos cidadãos da região e do mundo ao cristianismo, o templo foi perdendo importância e veio abaixo em 401 d.C..

Atualmente, o que sobrou do templo é apenas um pilar da construção original no meio de suas ruínas. Após uma sucessão de terremotos, o que restara do templo ruiu e suas ruínas foram descobertas, em 1860, pelo arqueólogo John Turtle Cayster que aproveitou para levar uma das colunas do templo para o museu Britânico.


Estátua de Zeus

A Estátua de Zeus foi construída no templo de Olímpio na Grécia no século V a.C., de 450 a 458 a.C. O responsável pela construção foi o escultor e ateniense Phidias que com ouro e marfim fez a representação de Zeus sentado em seu trono. Essa posição de Zeus era para indicar a sua superioridade em relação aos demais deuses gregos.

O templo, onde foi construída a estátua, já era magnífico e continha portas gigantescas de bronze. Estas abriam para revelar a grandiosidade da estátua que media de 12 a 15 metros de altura, o equivalente a um prédio de cinco andares, e 72 colunas dóricas.

Zeus (Júpiter, para os romanos) era o senhor do Olimpo, a morada das divindades. Na estátua, o Deus segurava em uma de suas mãos a deusa grega da vitória, Nike, e na outra mão um cetro.

O trono, onde Zeus estava sentado, foi feito de marfim, ébano, ouro e pedras preciosas. Partes do corpo como as costas, braços, pés e vigas foram esculpidos e decorados com relevos e depois copiados e reproduzidos em separado, como no caso da escultura de Athena Parthenos. Seus olhos eram feitos de pedras preciosas.

Supõe-se que, como em representações de outros artistas, o Zeus de Fídias também mostrasse o cenho franzido. A lenda dizia que quando Zeus franzia a fronte o Olimpo todo tremia.

Após 800 anos, a estátua foi levada para Constantinopla, atualmente Istambul. E em torno dos anos de 462 ou 475 d.C. um incêndio destruiu a estátua de Zeus.

Uma curiosidade sobre a estátua de Zeus foi de que a sua importância foi tanta que chegou até a ser retratada em moedas da cidade de Olímpia, chamadas de Elis. Com isso, foi possível ter uma ideia, atualmente, de como ela era.

Um fato histórico que envolveu a Estátua de Zeus foi quando esta foi construída, a rivalidade entre Atenas e Esparta pela hegemonia no Mediterrâneo e na Grécia continental fez com que os gregos entrassem em uma sucessão de guerras.

No entanto, estes combates não prejudicaram as realizações culturais e artísticas da época. Pelo contrário, porque o século V a.C. ficou conhecido como sendo o século de ouro na história da Grécia devido ao crescimento da arquitetura, escultura e outras artes.


Mausoléu de Halicarnasso

Mausoléu de Halicarnasso foi construído em 353 a.C., na região da cidade de Bodrum, na Turquia e foi um túmulo que a rainha Artemis II de Cária mandou construir para abrigar os restos mortais do seu irmão e marido o rei Mausolo. O qual deu o nome para a maravilha do mundo antigo.

Os responsáveis pela construção do Mausoléu foram os arquitetos Sátiro e Pítis que projetaram a estátua que encimava o templo e os escultores Briáxis, Escopas, Leocarés e Timóteo, que ornariam cada um, um lado do templo. Tanto os arquitetos como os escultores tinham nascido na Grécia. A obra levou 10 anos para ser concluída e foi o resultado do trabalho de aproximadamente 30 mil homens.

O Romano Plínio descreveu o mausoléu como um suntuoso monumento sustentado por 36 colunas. Com quase 50 metros de altura, ocupava uma área superior a 1200 m². Acima da base quadrada, erguia-se uma pirâmide de 24 degraus que tinha no topo uma carruagem de mármore puxada por quatro cavalos que eram guiados pelo rei e a rainha.

A tumba que abrigava o corpo do réu Mausolo era localizada no alto de uma colina, com visão privilegiada da cidade. O interior do Mausoléu contava com um pátio fechado, onde se localizava a tumba em uma plataforma. A escada que levava a essa plataforma era ladeada por estátuas de leões de pedra. Estátuas de guerreiros feitas de pedra guardavam a tumba em cada canto do pátio.

Esta tumba era feita de mármore e exibia em suas laterais a batalha dos centauros com os Lápitas, de um lado, e gregos em luta com as amazonas, do outro. Entre cada coluna do templo havia também uma estátua. Mas as principais estátuas eram as de Mausolo e Artemísia II, que foram esculpidas pelo grego Escopas, considerado um dos maiores escultores da Grécia do século IV.

O templo foi destruído no século 15 com a incidência de terremotos que fizeram com que Mausoléu ruísse aos poucos. As pedras que sobraram da destruição acabaram sendo aproveitadas na construção de edifícios locais. Como por exemplo, em 1494 suas colunas de mármore foram transformadas em argamassa para reforçar o castelo dos Cavaleiros de São João de Malta, em Bodrum.

Hoje, os fragmentos desse monumento são encontrados no Museu Britânico, em Londres, e em Bodrum, na Turquia. Vale lembrar que a rainha Artemis morreu dois anos depois de seu marido, não chegando, portanto, a ver o templo terminado.


Colosso de Rodes

O Colosso de Rodes era uma estátua do Deus grego Hélios composta por 70 toneladas de bronze e que apresentava 33 metros de altura. Foi construída na Grécia em 292 a.C. e finalizada em 280 a.C., completando dez anos de construção. Estava localizada na entrada marítima da ilha grega de Rhodes.

O responsável pela sua construção foi o escultor Carés de Lindos que decidiu fazer a estátua com proporções enormes, de modo que qualquer barco que adentrasse à Ilha de Rhodes passaria entre suas pernas. A estátua possuía um pé em cada margem do canal que levava ao porto. Na mão direita da estátua de Hélios havia um farol que guiava as embarcações à noite.

A finalidade da estátua foi para comemorar a retirada das tropas macedônias que tentavam conquistar a ilha, mas acabaram sendo expulsas. Os armamentos abandonados pelos macedônios serviram para completar a estrutura da estátua.

Para se ter uma ideia do seu tamanho, um homem de estatura normal não conseguia abraçar o seu polegar. Outra curiosidade em relação à estátua era que no fundo do mar era tão impressionante que muitas pessoas viajaram para vê-la lá em baixo.

Apesar de permanecer em pé durante 55 anos, a estátua foi destruída por um terremoto que a jogou no fundo da baía e arruinou a cidade de Rhodes em 226 a.C.. Sem condições de reerguê-la, os gregos acabaram esquecendo a estátua. Ptomoleu III até chegou a se oferecer para reconstruí-la, mas os habitantes da ilha recusaram por achar que haviam ofendido Hélios.

A estátua só foi redescoberta no século VII, quando os árabes invadiram o território e decidiram vendê-la como sucata. Para locomover a gigantesca estátua, foram necessários mais de 900 camelos.

De acordo com alguns especialistas, após a conclusão da obra, o escultor Carés ficou decepcionado com a falta de reconhecimento do povo grego de sua estátua e com isso acabou se suicidando de tanto desgosto.


Farol de Alexandria

O Farol de Alexandria foi construído pelo arquiteto e engenheiro grego Sóstrato de Cnido no ano de 280 a.C., na Ilha de Faros a pedido do rei grego Ptolomeu II. A finalidade do farol era para servir de entrada no porto de Alexandria no Egito e também para informar os navegantes da proximidade de terras.

Composto de uma torre de mármore e argamassa, o Farol de Alexandria tinha cerca de 150 metros de altura e estava localizado sobre uma base quadrada, a qual era superada por uma torre octogonal de mármore.

Acima dessa torre ficava uma chama que ficava acesa constantemente e que com a ajuda de espelhos proporciona que o farol pudesse iluminar até 50 km de distância. Além da chama, havia ainda no topo do farol uma estátua de Poseidon, figura da mitologia grega que cuidava dos mares.

O farol foi construído utilizando-se pedra de granito clara, com revestimento de mármore e calcário. Uma liga reforçada com chumbo derretido e uma forma arcaica de cimento, baseada na mistura de resina com calcário, uniam os blocos de pedra da construção.

Constituído de três estágios superpostos - o primeiro, quadrado; o segundo, octogonal; e o terceiro, cilíndrico. O Farol de Alexandria dispunha de mecanismos que assinalavam a passagem do Sol, a direção dos ventos e as horas. O acesso para o topo era por uma rampa em espiral.

Entretanto, no século XIV, em 1375, um forte terremoto atingiu a ilha de Faros e destruiu o Farol de Alexandria. Alguns anos mais tarde, em 1480, as pedras que restaram da construção original foram utilizadas na construção de um forte edifício que, inclusive, permanece até hoje no lugar do Farol.

Já ano de 1994, foram encontrados restos arqueológicos que compreendiam blocos de pedra e estátuas do farol por uma equipe de mergulhadores. Essa informação depois foi confirmada por imagens de satélite.

O Farol de Alexandria foi durante muito tempo a estrutura mais alta feita pelos homens. Com exceção das pirâmides de Gizé, foi a que mais tempo durou entre as outras maravilhas do mundo.


Matéria: Caetano Penna

Desenhos: Rodrigo Prata, professor do Curso de Croqui top que está rolando, mais informações mandem e-mail para nós, fizemos uma matéria do curso aqui no Arch Search para mais detalhes , não lembra?!

Curtiram?!?!?! Agradecer claro TODA EQUIPE ARCH SEARCH que está sempre envolvida em TUDO que acontece por aqui, transformando ideias em conteúdos que vocês acompanham com a gente, sem ela, nada disso seria possível, valeu galera!!

Nosso carinhoso agradecimento ao site "morandolonge" que por diversas vezes nos ajudou com conteúdos de qualidade, vai dar uma olhada que eles são demais!!!!

Obrigado a todos que acompanham e apoiam para fazer o Arch Search acontecer!!!

Feliz Natal e um ótimo ano novo a TODOS, até 2015 galeraaaa!!!!!

EQUIPE ARCH SEARCH.


 

 

 

 

Arch Search é uma empresa completamente educacional e todo conteúdo em nossas plataformas possuem Copyright © 2020 - Arch Search - Arquitetura Educacional - Todos os direitos reservados.

Os seguintes segmentos vistos em nossas plataformas tais como: • archsearchapp.com.br • Arch Search Academy • Canal Arch Search Tv - Broadcasting Architecture • Editora Arch Search • Perfis de nossas redes sociais fazem parte e são marcas registradas Copyright © da Empresa Arch Search Arquitetura Educacional.