• Mestre Arq.Urb Augusto Fonseca

Arch Hoje: Arch Curiosidades- Museu do Amanhã


E aí pessoal, tudo certo??

O Arch Hoje, desta sexta vai ser sobre o Museu do Amanhã!

Novo ícone da Região Portuária, o Museu do Amanhã, projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava sobre a Baía de Guanabara, foi inaugurado no dia 19 de dezembro de 2015. O museu marca o renascimento de uma área de cinco milhões de metros quadrados, parte da história do Rio e que enfrentava décadas de atraso e abandono.

Sua forma inspirada nas bromélias do Jardim Botânico, foi projetada de maneira a se integrar à paisagem ao redor e preocupa-se em deixar visível o Mosteiro de São Bento, um dos mais importantes conjuntos barrocos do país.

O museu do amanhã ocupa aproximadamente 15 mil metros quadrados e é cercado por espelhos d’água, jardim, ciclovia e espaço para lazer, numa área total de 34,6 mil metros quadrados, o museu ainda conta com um auditório para 400 pessoas, loja, cafeteria e restaurante.

Uma das coisas que chama muita atenção no projeto é a cobertura metálica que avança em grandes balanços de até 70 metros de comprimento em direção à praça e 65 metros sobre o espelho d’água voltado para a baía de Guanabara.

Na estrutura metálica da cobertura, existe 48 conjuntos móveis no formato de asas metálicas, onde estão instaladas 5.492 placas fotovoltaicas, essas asas se movimentam ao longo do dia de acordo com a posição do sol, para otimizar o aproveitamento da luz solar e consequentemente valoriza a entrada de luz natural.

O Museu do Amanhã preservou o passado e explora cenários possíveis para os próximos 50 anos a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência.

Falando em sustentabilidade a obra segue as especificações para obter a certificação Leed (Liderança em Energia e Projeto Ambiental), concedida pelo Green Building Council.

Entre suas diretrizes para sustentabilidade está o melhor aproveitamento de recursos naturais da região, como por exemplo, a água da Baía de Guanabara é captada pelo museu com duas finalidades: abastecer os espelhos d’água e para o sistema de refrigeração, onde é utilizada na troca de calor. Depois de usada na climatização, a água é devolvida mais limpa ao mar, num gesto simbólico.

O sistema reduz a utilização de água potável, a água da chuva captada pela cobertura é utilizada como complemento para irrigação dos jardins, descargas dos vasos sanitários e lavagem dos pisos das áreas molhadas.

O Museu do Amanhã explora seis grandes tendências para as próximas cinco décadas:

-Mudanças climáticas

-Alteração da biodiversidade

-Crescimento da população

-Avanço da tecnologia

O paisagismo, assinado pelo escritório Burle Marx, traz espécies nativas, ressaltando a vegetação típica da região costeira da cidade, com cerca de 6 mil m² de área de jardins.

O prédio que delicadamente se debruça sobre espelho d’água de 9.200 m² reúne 55 mil toneladas de concreto estrutural, 4.300 toneladas de estruturas metálicas para a cobertura, e 76 mil litros de tinta, 30 mil metros de pilares submersos suportam o peso do edifício.

O museu conta ainda com 908 vidros, totalizando cerca de 3.800m².

No pico da obra, 1.200 homens foram mobilizados para a construção, em regime de 24 horas, feitos em três turnos.

Muito bacana esse projeto não é mesmo?!? Vale a pena conferir!!

Equipe Arch Search.


 

 

 

 

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